Setembro Amarelo: A importância de falar sobre saúde mental e prevenção ao suicídio

Em tempos de crescente conscientização sobre saúde mental, o Setembro Amarelo tem se destacado como uma das mais importantes campanhas de prevenção ao suicídio no Brasil. A iniciativa, que começou em 2015, busca quebrar o silêncio em torno do tema, que historicamente foi tratado como tabu. Com a missão de salvar vidas, a campanha visa fomentar o diálogo e promover ações que sensibilizem a sociedade sobre a importância do cuidado com o bem-estar emocional.

Suicídio: Um Problema Global e Nacional

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 700 mil pessoas tiram a própria vida anualmente, com uma morte a cada 40 segundos. No Brasil, são cerca de 15 mil mortes por suicídio por ano, o que corresponde a 39 pessoas por dia. Entre os jovens de 15 a 29 anos, o suicídio é a terceira maior causa de morte, e os números entre os idosos também são alarmantes, especialmente em um país onde a população está envelhecendo rapidamente.

A Saúde Mental e os Fatores de Risco

Os transtornos mentais, como depressão, ansiedade e esquizofrenia, estão diretamente relacionados a cerca de 90% dos casos de suicídio. Ainda assim, a falta de diagnóstico e tratamento adequado continua sendo um obstáculo, especialmente em áreas onde o acesso a profissionais de saúde mental é limitado. O estigma em torno dos transtornos mentais também impede muitas pessoas de procurarem ajuda, agravando a situação.

Setembro Amarelo e o Papel da Sociedade

A campanha do Setembro Amarelo tem um papel essencial na promoção de diálogos abertos sobre suicídio e na desmistificação dos transtornos mentais. Organizações como o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferecem apoio emocional gratuito e sigiloso, com atendimento 24 horas por dia pelo telefone 188, chat ou email. O CVV, em parceria com a campanha, busca acolher pessoas em sofrimento e prevenir novos casos através da escuta ativa e da empatia.

Como Podemos Ajudar?

Atitudes simples, como oferecer um ombro amigo, ouvir com empatia e estar atento aos sinais de alerta, podem fazer a diferença. Frases como “eu preferia estar morto” ou “os outros ficariam melhor sem mim” são indícios de que alguém pode estar em sofrimento. Se perceber sinais como esses em alguém próximo, não hesite em sugerir ajuda profissional.

Se você ou alguém que você conhece está passando por um momento difícil, o CVV está à disposição pelo telefone 188 ou pelo site cvv.org.br.

 

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